A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de todos os lotes do milho para pipoca da marca Provatti. A medida foi tomada após a agência identificar informações contraditórias sobre a presença de glúten na embalagem do produto. A decisão já está em vigor em todo o país.
A determinação foi publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira, 12 de junho. De acordo com a Anvisa, o produto apresentava informações incompatíveis no rótulo. Enquanto uma parte da embalagem informava que o alimento “não contém glúten”, outras advertências indicavam a presença de trigo ou a possibilidade de contaminação cruzada pelo cereal. Pela legislação brasileira, as duas informações não podem coexistir no mesmo rótulo.
A Anvisa destacou que a divergência pode levar consumidores ao erro, principalmente aqueles que possuem doença celíaca ou outras condições que exigem restrição alimentar rigorosa. A clareza das informações é considerada fundamental para garantir escolhas seguras. Por isso, a agência considerou a rotulagem inadequada e determinou medidas imediatas.
Além do recolhimento dos produtos, a resolução estabelece restrições até que a irregularidade seja totalmente corrigida pela empresa responsável. A determinação da Anvisa abrange todos os lotes do milho para pipoca da marca Provatti, sem exceções divulgadas até o momento. O produto é distribuído pela Kaza Distribuidora e pela R&A Indústria, Comércio e Distribuidora de Alimentos Ltda.
Quem possui o produto em casa deve acompanhar os comunicados oficiais divulgados pela fabricante e pelos canais de atendimento relacionados ao recolhimento. A orientação é verificar as informações disponibilizadas pela empresa para saber como proceder com a devolução ou substituição do produto. De acordo com a Anvisa, um alimento que informa conter trigo ou que pode sofrer contaminação cruzada não pode apresentar simultaneamente a alegação de que não contém glúten. A agência reforça que a rotulagem correta é essencial para proteger a saúde dos consumidores e evitar interpretações equivocadas sobre a composição dos alimentos vendidos no país.
