A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma medida urgente que interrompe a venda e distribuição de lotes específicos de fitas e monitores de glicemia. A decisão tem como foco garantir a segurança dos pacientes que dependem desses dispositivos diariamente.
A suspensão ocorreu após uma inspeção realizada em fevereiro de 2026 na empresa Controller Comércio e Serviços Ltda. Durante a visita técnica, os fiscais identificaram falhas graves no processo produtivo dos equipamentos. O motivo central foi o descumprimento das Boas Práticas de Fabricação de Dispositivos Médicos, um conjunto de regras que garante a qualidade. Sem essas garantias, a precisão dos resultados de glicose pode ser comprometida.
A medida atinge todos os lotes da fita teste para monitor de glicose Bioland e do próprio monitor de glicose Bioland produzidos recentemente. Estão proibidos os itens fabricados a partir de 16 de março de 2026, abrangendo importação, comercialização e uso em território nacional.
Outros dispositivos proibidos
Além dos itens para controle de glicose, a fiscalização barrou cinco dispositivos médicos voltados para estética da empresa Ben-Hur Comércio de Importação e Exportação Ltda. Esses produtos estavam sendo comercializados de forma irregular no mercado brasileiro.
A lista inclui modelos como Sculptlift Pro, Rejuvelift Pro, Lift Contour, Diamond Pro e a Máscara Lumimask. Nenhum desses itens possuía o registro obrigatório para operação segura em clínicas ou residências. O registro sanitário assegura que o equipamento passou por testes de eficácia e biocompatibilidade antes de chegar ao consumidor final. Sem esse selo, o uso de tecnologias como o Diamond Pro pode causar danos à pele ou à saúde.
A agência monitora desde a matéria-prima até a publicidade veiculada pelas empresas, evitando que promessas coloquem pessoas em risco. Equipamentos sem certificação não possuem garantia de calibração, o que torna qualquer procedimento imprevisível. Todo dispositivo médico no Brasil precisa passar pelo crivo da agência antes de chegar às prateleiras. A ausência de registro significa que não houve testes de eficácia ou segurança para o usuário final.
Consumidores que possuem lotes fabricados após a data mencionada devem interromper o uso imediatamente e entrar em contato com o fabricante. A Anvisa reforça que a propaganda desses itens também está vetada para proteger o público de informações enganosas. A íntegra das resoluções pode ser acessada no portal da Imprensa Nacional, com os números das normas RE 1.419/2026 e RE 1.422/2026.
