03/06/2026
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Voo da Air France é desviado para o Canadá por risco de ebola

Um voo da Air France que partiu de Paris com destino a Detroit, nos Estados Unidos, foi desviado para Montreal, no Canadá. A medida ocorreu depois que autoridades americanas identificaram a bordo um passageiro vindo da República Democrática do Congo, país que enfrenta um novo surto de ebola.

De acordo com a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA, o passageiro não poderia ter embarcado para o território americano por causa das restrições sanitárias em vigor. A aeronave foi impedida de pousar em Detroit e recebeu autorização apenas para seguir até Montreal.

O voo AF378/DL8719, operado em parceria entre a Air France e a Delta Air Lines, decolou do Aeroporto Charles de Gaulle às 16h03 no horário local. Após a mudança de rota, o passageiro foi retirado da aeronave em solo canadense.

As autoridades americanas reforçaram recentemente os protocolos de entrada por causa do avanço de uma nova variante do ebola na África Central. Passageiros de determinados países passaram a enfrentar regras mais rígidas para desembarque.

Segundo a Air France, viajantes vindos da República Democrática do Congo só podem entrar nos EUA pelo aeroporto de Washington. O passageiro embarcou para Detroit por engano, o que motivou a ação imediata da fiscalização americana.

A companhia aérea francesa informou que o desvio ocorreu exclusivamente por questões regulatórias e negou qualquer caso suspeito de doença a bordo. Segundo a empresa, nenhum passageiro apresentou sintomas durante o trajeto.

Em nota oficial, a Air France destacou que segue as exigências sanitárias impostas pelos países onde opera. A companhia também afirmou que colaborou integralmente com as autoridades americanas e canadenses durante toda a operação.

O caso acontece em meio ao aumento da preocupação global com o avanço do vírus no continente africano. Nas últimas semanas, autoridades sanitárias passaram a monitorar uma nova variante da doença na República Democrática do Congo.

O Boeing 777-200, de matrícula F-GSPF, permaneceu em Montreal por menos de uma hora. Após a retirada do passageiro impedido de entrar nos EUA, a aeronave recebeu autorização para continuar a operação normalmente.

A atuação conjunta entre a CBP e o CDC foi considerada decisiva para evitar qualquer risco sanitário. As autoridades americanas afirmaram que as medidas adotadas tinham como objetivo proteger a saúde pública e impedir a possível introdução do ebola no país.

O episódio reacendeu o debate sobre os protocolos internacionais de triagem sanitária em aeroportos. Com o crescimento das viagens internacionais, governos ampliam a fiscalização para evitar novas crises de saúde pública.

Apesar do susto, autoridades reforçaram que não houve confirmação de contaminação no voo. Ainda assim, o caso virou destaque internacional por mostrar o nível de vigilância adotado diante do novo avanço do ebola no mundo.

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