Um estudo publicado na revista Biology of Sex Differences analisou como fatores do dia a dia influenciam a saúde cerebral e revelou que as mulheres são mais vulneráveis ao impacto de doenças relacionadas à cognição. A pesquisa utilizou informações de mais de 17 mil adultos com 40 anos ou mais nos Estados Unidos. Entre os participantes, quase 60% eram mulheres e a idade média era de 69 anos.
Os cientistas avaliaram 13 fatores ligados ao estilo de vida e à saúde. Entre eles estavam depressão, sedentarismo, hipertensão, diabetes, isolamento social e problemas de sono. As mulheres apresentaram índices mais altos em sete categorias analisadas. Além disso, os pesquisadores perceberam que certas condições provocavam um impacto cognitivo muito mais forte nelas do que nos homens.
A pesquisa apontou que a perda de audição está ligada a um pior desempenho cognitivo entre mulheres. Mesmo quando os homens tinham o mesmo problema, os efeitos no cérebro foram menos intensos. Especialistas alertam que ignorar os sinais pode prejudicar a memória e o raciocínio ao longo dos anos. Buscar ajuda médica rapidamente pode fazer diferença para preservar a saúde cerebral.
Condições cardiovasculares e metabólicas mostraram efeitos mais agressivos na cognição das mulheres. Segundo os pesquisadores, doenças como hipertensão e diabetes podem acelerar o declínio cerebral feminino. Por isso, médicos recomendam manter alimentação equilibrada, atividade física e acompanhamento frequente. Alimentos ricos em fibras e noites de sono adequadas também ajudam no controle do açúcar no sangue.
Os pesquisadores destacaram algumas medidas práticas que ajudam a proteger o cérebro feminino. Pequenas mudanças na rotina podem colaborar para diminuir fatores ligados ao declínio cognitivo. Os resultados reforçam que a prevenção precisa acontecer antes do aparecimento de sintomas graves. Hábitos saudáveis podem ajudar a proteger a memória e reduzir riscos ligados ao envelhecimento cerebral. Embora fatores biológicos não possam ser controlados, especialistas afirmam que cuidar da saúde física e mental aumenta as chances de envelhecer com melhor qualidade de vida e maior preservação cognitiva.
