03/06/2026
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Anvisa proíbe fórmula infantil com toxina perigosa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda, distribuição e uso de lotes específicos da fórmula infantil Aptamil Premium 1, de 800g. A decisão foi tomada após a confirmação de contaminação por uma toxina considerada perigosa para recém-nascidos.

A toxina identificada é a cereulida, produzida pela bactéria Bacillus cereus. Em organismos sensíveis, como o de bebês, a ingestão dessa substância pode causar vômito persistente, diarreia e um estado de letargia profunda.

A letargia pode se manifestar como sonolência excessiva, lentidão nos movimentos e no raciocínio. Em situações mais graves, a criança pode ficar incapaz de reagir a estímulos externos ou de expressar emoções, necessitando de atendimento médico imediato para evitar complicações.

A proibição foi formalizada pela Resolução (RE) 1.056/2026, publicada no Diário Oficial da União em 19 de março de 2026. Conforme a norma, a própria fabricante, a empresa Danone, identificou o problema e deu início a um recolhimento voluntário dos produtos. Os laudos confirmaram a presença da toxina em lotes destinados a lactentes de até 6 meses de idade.

A Anvisa orienta que pais e responsáveis verifiquem o número do lote impresso na embalagem do produto. Apenas as unidades dos lotes listados na resolução apresentam risco. As demais unidades da fórmula continuam liberadas para consumo no país.

Caso o número do lote esteja entre os afetados, o uso da fórmula deve ser interrompido imediatamente. O produto não deve ser oferecido ao bebê, mesmo que a embalagem aparente estar em condições normais de aspecto ou cheiro.

A publicação da resolução no Diário Oficial da União torna a medida válida em todo o território nacional. Com isso, farmácias e supermercados são obrigados a retirar os lotes problemáticos das prateleiras. O descumprimento pode resultar em multas aplicadas pelos órgãos de fiscalização.

De acordo com a agência, o monitoramento pós-mercado é uma prática importante para a segurança alimentar. O recolhimento voluntário feito pela fabricante é parte do processo, mas a colaboração dos consumidores é necessária para que a ação seja eficaz.

A alimentação nos primeiros meses de vida exige cuidados rigorosos com a higiene e a procedência dos alimentos. Manter-se informado sobre alertas da vigilância sanitária ajuda a prevenir intoxicações alimentares graves em uma fase de maior vulnerabilidade da criança.

Em caso de dúvidas sobre a nutrição do bebê, a recomendação é consultar um pediatra. O profissional pode orientar sobre alternativas seguras de fórmula infantil ou reforçar os protocolos corretos de preparo do alimento.

Sobre o autor: Equipe Editorial

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