10/06/2026
Mato Grosso Saúde»Insights»Formigamento nas mãos e pés: alerta para os nervos

Formigamento nas mãos e pés: alerta para os nervos

O formigamento frequente nas mãos e nos pés nem sempre está ligado apenas à má circulação. Na saúde neurológica, esse sintoma pode envolver nervos periféricos, sensibilidade, glicose no sangue e deficiências nutricionais, especialmente quando aparece com dormência, queimação ou perda de força.

O formigamento frequente nas mãos e nos pés é conhecido como parestesia e ocorre quando há alguma alteração na comunicação entre os nervos e o cérebro. Em muitos casos, a sensação passa rápido, mas a repetição do sintoma pode indicar irritação, compressão ou lesão nervosa.

A má circulação pode causar desconforto nas extremidades, porém não deve ser vista como única explicação. Quando o formigamento frequente nas mãos e nos pés persiste, a avaliação clínica ajuda a diferenciar causas vasculares, metabólicas e neurológicas.

A alteração nos nervos pode prejudicar a condução dos estímulos sensitivos, provocando dormência, queimação, pontadas e sensação de choque. Os nervos periféricos, localizados fora do cérebro e da medula espinhal, costumam ser afetados primeiro nas mãos e nos pés.

Nervos periféricos podem sofrer danos quando há diabetes, glicose elevada por longos períodos, deficiência de vitamina B12, inflamações, infecções ou doenças autoimunes. Nesses casos, o sintoma pode evoluir de forma lenta e simétrica, começando pelas extremidades.

A glicose descontrolada é uma causa importante de neuropatia diabética, enquanto a vitamina B12 participa da manutenção do sistema nervoso. Por isso, nervos periféricos, glicose e vitamina B12 costumam ser avaliados juntos em exames laboratoriais e neurológicos.

A polineuropatia periférica acontece quando vários nervos periféricos são afetados ao mesmo tempo. Ela pode causar formigamento frequente nas mãos e nos pés, dor em queimação, redução dos reflexos e perda gradual da sensibilidade. A polineuropatia periférica exige investigação porque pode estar associada a condições tratáveis.

O diagnóstico do formigamento começa com histórico clínico, exame físico e análise dos sintomas. O médico pode solicitar glicemia em jejum, hemoglobina glicada, dosagem de vitamina B12, hemograma, função tireoidiana e eletroneuromiografia para avaliar a condução nervosa.

Alteração nos nervos, má circulação e causas metabólicas podem ter sintomas parecidos, mas tratamentos diferentes. Por isso, observar o padrão do formigamento, buscar orientação médica e investigar nervos periféricos é essencial para proteger a sensibilidade, a mobilidade e a qualidade de vida.

Sobre o autor: Equipe Editorial

Portal de notícias e conteúdos relacionados a temas de saúde nacionais e internacionais.

Ver todos os posts →