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Erros na academia prejudicam saúde sexual masculina

Por Junior Melo em 24 de abril de 2026

A musculação traz benefícios amplos à saúde, mas alguns hábitos de treino podem gerar consequências inesperadas quando feitos de forma incorreta ou com excesso de tensão muscular.

A prática de musculação é positiva, mas erros na execução dos exercícios e o excesso de carga podem gerar impactos além do sistema muscular. Em alguns casos, isso afeta diretamente a saúde sexual masculina.

Segundo especialistas, a combinação de técnica inadequada, respiração incorreta e tensão constante pode sobrecarregar regiões importantes do corpo, incluindo a pelve.

O assoalho pélvico é um conjunto de músculos essencial para sustentar órgãos internos, estabilizar o core e auxiliar funções urinárias e sexuais. Quando essa região está em desequilíbrio, os efeitos podem ser significativos.

De acordo com o personal trainer Toby King, esses músculos estão diretamente ligados à ereção. “Eles participam do fluxo sanguíneo e da resposta sexual. Se estiverem tensionados, podem comprometer esse processo”, explicou.

Alguns exercícios exigem forte ativação do core e podem contribuir para a sobrecarga do assoalho pélvico, principalmente quando realizados com má postura ou carga excessiva.

Movimentos que merecem atenção quando executados de forma inadequada ou sem controle respiratório adequado: agachamento profundo com carga alta, levantamento terra, abdominais tradicionais com pernas elevadas, e exercícios de explosão como saltos e burpees. O excesso de tensão muscular nessa região pode levar o corpo a apresentar sinais que vão além do treino. Em muitos casos, os sintomas afetam diretamente o bem-estar diário.

Entre os principais sinais estão dor pélvica, desconforto durante relações sexuais e alterações urinárias, que podem surgir de forma progressiva. Outros sintomas comuns incluem dificuldade para urinar, sensação de pressão na região pélvica e queda no desempenho sexual.

A prevenção envolve ajustes simples na rotina de treino e atenção à respiração. Em muitos casos, pequenas mudanças já ajudam a reduzir a tensão acumulada na pelve. O foco deve ser no relaxamento muscular e no controle respiratório, não apenas na força.

O excesso de tensão muscular contínua pode levar o corpo a um estado de rigidez que afeta diversas funções, incluindo a sexual. Por isso, o equilíbrio no treino é fundamental. Segundo profissionais da área, o ideal é integrar força, mobilidade e relaxamento, evitando sobrecargas repetitivas que possam comprometer o assoalho pélvico.

Sobre o autor: Equipe Editorial

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