03/06/2026
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Brasil permite, Portugal bane em cosmético

O Infarmed, autoridade de saúde em Portugal, determinou a suspensão imediata e a recolha do cosmético “Dives Med / Glow X9 Biorevitalization Peel”. A decisão ocorreu após a identificação de substâncias proibidas em sua fórmula original.

A medida foi motivada por uma fiscalização que confirmou a presença de fenol na composição do produto. Esta substância é vedada para uso em qualquer cosmético no território da União Europeia, conforme estabelece o Regulamento (CE) n.º 1223/2009.

De acordo com o órgão, o fenol é um composto orgânico com ação química corrosiva e intensa. Além do ingrediente irregular, as autoridades notaram que o rótulo prometia propriedades medicinais sem base científica, violando normas de publicidade do setor.

O fenol é utilizado apenas em peelings profundos realizados em ambiente clínico sob rigorosa supervisão médica. Quando inserido em um cosmético de venda livre, ele representa riscos graves de toxicidade sistêmica, podendo ser absorvido pela corrente sanguínea do usuário.

A aplicação inadequada pode resultar em queimaduras químicas severas e danos permanentes aos tecidos cutâneos. Por ser uma substância de manipulação perigosa, a legislação exclui o componente da lista de insumos autorizados para produtos de prateleira voltados ao consumidor final.

No Brasil, existem medicamentos e dispositivos médicos que contêm fenol e são autorizados pela Anvisa. Isso ocorre porque passam por análise rigorosa que define exatamente como e para que cada um deve ser usado. Diferente de cosméticos proibidos na União Europeia, esses produtos só podem ser comercializados e utilizados se forem seguros e eficazes nas condições aprovadas pela agência sanitária.

A orientação oficial do Infarmed é que a aplicação seja interrompida de forma imediata para evitar reações adversas. O descarte não deve ser feito de qualquer maneira, sendo ideal buscar o local da compra para devolução.

A fiscalização tem se tornado mais rígida para garantir que nenhum cosmético contenha agentes cancerígenos ou tóxicos para a reprodução. Recentemente, substâncias como o TPO também foram banidas devido aos riscos comprovados ao sistema reprodutivo humano em testes laboratoriais.

Muitas vezes, um cosmético importado pode conter ingredientes que são permitidos em outros países, mas proibidos pela vigilância sanitária local. Verificar a procedência e os selos de aprovação de órgãos como a Anvisa ou o Infarmed protege o usuário de danos graves.

A segurança deve ser sempre prioridade sobre promessas de rejuvenescimento rápido. Ao escolher produtos certificados, o consumidor garante que o tratamento estético não se transforme em um problema de saúde, preservando a integridade da pele e o bem-estar geral.

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