03/06/2026
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Anvisa suspende 10 marcas de café por fraude e risco à saúde

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou a suspensão de dez marcas de café após identificar fraudes econômicas e riscos sanitários graves em 2025. As inspeções revelaram desde a presença de toxinas fúngicas perigosas até fragmentos de vidro misturados ao pó comercializado em grandes redes varejistas do país.

As marcas Melissa, Pingo Preto e Oficial foram as primeiras a sofrer sanções por comercializarem subprodutos vegetais como se fossem café legítimo. A Anvisa classificou esses itens como impróprios para o consumo humano devido à presença confirmada de ocratoxina A em análises laboratoriais recentes.

Além das fraudes de composição, o Café Câmara também entrou na lista de apreensão após o Lacen/RJ identificar fragmentos físicos semelhantes a vidro em seus lotes. A agência agiu para evitar que consumidores sofressem lesões internas causadas pela ingestão acidental desses materiais cortantes.

A ingestão de ocratoxina A, encontrada em cafés feitos com restos de lavoura, está diretamente ligada ao desenvolvimento de doenças renais crônicas. Esta substância é considerada um possível cancerígeno humano pela IARC, exigindo vigilância constante da Anvisa sobre os processos de secagem e armazenamento dos grãos.

A Anvisa ordenou o recolhimento do Café Câmara não apenas pelos resíduos físicos, mas também por irregularidades documentais graves. A Abic confirmou que a empresa utilizava selos de pureza falsificados, enganando o consumidor que buscava um produto de qualidade superior nas prateleiras dos supermercados.

Como identificar se o café é seguro

O consumidor deve estar atento ao rótulo e verificar se a marca possui o registro ativo no portal do Governo Federal. Marcas que prometem benefícios como controle de insulina ou colesterol geralmente estão em desacordo com a RDC nº 727/2022 da Anvisa e devem ser evitadas.

Caso identifique as marcas citadas em exposição, o cidadão deve formalizar uma denúncia através do telefone 0800 642 9782. A Anvisa depende desse monitoramento ativo para localizar lotes que ainda não foram recolhidos pelos distribuidores ou que continuam sendo vendidos de forma irregular em pequenos comércios.

As empresas responsáveis pelas fraudes podem responder criminalmente por danos à saúde pública e falsificação de documentos oficiais. O rigor na aplicação das Resoluções-RE nº 3.689 e 3.690 demonstra o compromisso das autoridades brasileiras em limpar o mercado de alimentos de práticas desonestas que colocam vidas em perigo.

Sobre o autor: Equipe Editorial

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