03/06/2026
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Anvisa recolhe Nestogeno e Nan por suspeita de toxina

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão e o recolhimento de lotes específicos de fórmulas infantis das marcas Nestogeno e Nan. A medida foi publicada por meio da Resolução (RE) nº 32, em 7 de janeiro de 2026.

A decisão é preventiva e ocorre devido à suspeita de contaminação por uma toxina perigosa em insumos importados usados na fabricação dos produtos. O risco identificado é a possível presença da toxina cereulide, produzida pela bactéria Bacillus cereus.

A contaminação foi rastreada até um fornecedor global de óleo de ácido araquidônico, com origem em uma fábrica localizada na Holanda. Este caso desencadeou alertas em pelo menos 37 países.

De acordo com a literatura científica, a toxina cereulide é resistente ao calor e pode causar quadros graves de intoxicação alimentar. O consumo do leite contaminado é considerado particularmente perigoso para lactentes e crianças na primeira infância.

Os sintomas podem incluir vômitos súbitos, diarreia severa e desidratação rápida. Em bebês menores de seis meses, o risco de complicações é ainda maior, exigindo vigilância.

A restrição não atinge todos os produtos das marcas, apenas lotes selecionados fabricados com os insumos suspeitos. A Anvisa e a empresa orientam os pais e responsáveis a verificarem a numeração do lote impressa no fundo da lata ou próximo ao código de barras.

Os produtos que não pertencem aos lotes listados na resolução seguem com consumo autorizado. A Nestlé Brasil já iniciou um processo de recolhimento voluntário dos itens afetados.

A empresa recomenda que nenhum consumidor utilize o produto caso ele faça parte dos lotes sob restrição. Para quem identificou um lote afetado em casa, a orientação é interromper o uso imediatamente.

A intoxicação pela toxina pode surgir entre 30 minutos e 6 horas após a ingestão. O quadro costuma provocar náuseas e vômitos intensos, podendo evoluir rapidamente para desidratação em lactentes, necessitando de atendimento médico.

A Anvisa reforça a importância de acompanhar seus canais oficiais para atualizações sobre segurança de produtos. A agência também aconselha evitar a compra de fórmulas infantis em canais de revenda não oficiais, onde a procedência não pode ser garantida.

Recomenda-se verificar sempre o estado da embalagem, evitando latas amassadas ou enferrujadas, e manter-se informado sobre as decisões da Vigilância Sanitária.

Sobre o autor: Equipe Editorial

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