03/06/2026
Mato Grosso Saúde»Insights»Anvisa recolhe azeite e proíbe alimentos por fraude

Anvisa recolhe azeite e proíbe alimentos por fraude

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão imediata de diversos alimentos naturais e o recolhimento de lotes de azeite. A ação se deve à falta de licença sanitária e a fraudes na composição dos produtos.

A medida visa proteger o consumidor de itens que não têm garantia de segurança ou procedência verificada. A Anvisa suspendeu todas as atividades relacionadas aos produtos da empresa MZD Comércio de Produtos de Saúde Ltda.

A fiscalização constatou que o estabelecimento operava sem a licença sanitária necessária. A empresa também usava alegações de saúde não aprovadas pela legislação brasileira em seus produtos.

Entre os alimentos que devem ser retirados de circulação estão itens comercializados por essa empresa. A lista inclui produtos naturais que não passaram pelos controles oficiais.

Em outro caso, a Anvisa determinou o recolhimento de um lote específico de azeite. O lote 255001 do azeite de oliva extra virgem da marca Royal, fabricado pela T. Globo Importação e Exportação Ltda, foi interditado.

Análises laboratoriais confirmaram uma fraude na composição do produto. Foi encontrada a presença de outros óleos vegetais, o que descaracteriza o item como azeite de oliva puro.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) foi quem identificou a fraude inicialmente. O produto continuava sendo vendido mesmo após uma determinação anterior de recolhimento.

A nova proibição pela Anvisa reforça a necessidade de apreensão pelos órgãos locais. O consumo de óleos fraudados pode causar danos à saúde pública a longo prazo.

A falta de licenciamento significa que a empresa não passou por vistorias obrigatórias. Essas vistorias garantem a higiene e o controle de contaminantes durante o processamento dos alimentos.

Sem essa autorização, não há como assegurar que produtos como cacau em pó ou melado estejam livres de fungos, bactérias ou resíduos químicos prejudiciais.

No caso das fraudes em azeites, o problema vai além do prejuízo financeiro para o consumidor. A mistura com outros óleos pode provocar reações em pessoas com sensibilidades alimentares.

Os produtos fraudados também não oferecem os benefícios esperados de um azeite de oliva legítimo. As decisões da Anvisa foram publicadas no Diário Oficial da União.

As resoluções RE nº 1.159/2026 e RE nº 1.160/2026 detalham a proibição, que vale para todo o território nacional. Os comerciantes têm o dever de retirar os itens das prateleiras.

Os estabelecimentos também devem informar os órgãos de fiscalização sobre a existência de estoques irregulares. Esses produtos serão inutilizados.

A orientação para o cidadão que possui algum desses produtos é interromper o uso. O consumidor deve buscar o ressarcimento junto ao local onde realizou a compra.

O consumo de itens de empresas sem licença é considerado um risco desnecessário. Não há clareza sobre os métodos de conservação e envase utilizados por essas fabricantes.

Para acompanhar alertas de segurança, os consumidores podem acessar o portal oficial da Anvisa. Manter-se informado sobre as atualizações da vigilância sanitária é uma forma de garantir segurança.

Essa é a maneira mais eficaz de assegurar que a alimentação seja composta por itens que respeitam os padrões de qualidade exigidos por lei. A ação reflete a atuação de rotina dos órgãos de fiscalização.

Sobre o autor: Equipe Editorial

Portal de notícias e conteúdos relacionados a temas de saúde nacionais e internacionais.

Ver todos os posts →