03/06/2026
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Anvisa proíbe unhas em gel por risco de câncer

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu o uso de duas substâncias em produtos para unhas em gel. A resolução foi aprovada pela Diretoria Colegiada da agência no dia 29 de outubro de 2025.

A medida tem como objetivo proteger a saúde pública contra riscos considerados graves, como o desenvolvimento de câncer e problemas no sistema reprodutivo. A decisão alinha o Brasil a padrões de segurança já adotados internacionalmente.

As substâncias banidas são o TPO (óxido de difenil [2,4,6-trimetilbenzol] fosfina) e o DMPT (N,N-dimetil-p-toluidina), também conhecido como dimetiltolilamina (DMTA). Elas são utilizadas como fotoiniciadores e aceleradores em produtos como unhas artificiais e esmaltes em gel, que secam sob luz UV ou LED.

A proibição segue ação similar realizada pela União Europeia. Estudos em animais indicaram que a exposição prolongada a esses compostos apresenta perigos. O DMPT é classificado como potencialmente cancerígeno para humanos, enquanto o TPO é considerado tóxico para a reprodução, podendo afetar a fertilidade.

Os riscos são maiores para profissionais que manuseiam os produtos diariamente, mas os usuários finais também estão expostos. A diretora relatora da matéria na Anvisa, Daniela Marreco, destacou a necessidade de ação preventiva do Estado, já que os danos costumam surgir após contato repetido e prolongado.

A resolução estabeleceu um cronograma para a retirada dos produtos do mercado. Em março de 2026, a Anvisa já estava na fase de fiscalização ativa. No dia 16 de março de 2026, a agência determinou o recolhimento de esmaltes em gel da marca Impala por conterem TPO.

O setor de beleza deve buscar alternativas seguras que não utilizem essas substâncias. É recomendado que as marcas forneçam rótulos transparentes. Para verificar a segurança de um produto, os consumidores podem consultar o número de registro na embalagem no sistema de consultas da Anvisa.

A proteção da saúde depende de informação correta e da escolha consciente de produtos que não ofereçam riscos evitáveis à vida e ao bem-estar. A decisão reforça a atenção com a saúde ocupacional em ambientes como salões de beleza.

Sobre o autor: Equipe Editorial

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