A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda de medicamentos de pele na plataforma Shopee após encontrar irregularidades. A fiscalização foi intensificada contra a venda de medicamentos e cosméticos falsificados no comércio eletrônico.
Em março de 2026, a agência publicou medidas restritivas. O objetivo é proteger a saúde da população contra itens sem procedência conhecida.
Medicamentos alvo da proibição
A medida focou nos medicamentos Skinoren e Azelan, usados para tratar acne. Eles circulavam de forma irregular na internet. A Anvisa identificou que unidades vendidas em sites como a Shopee tinham características diferentes dos produtos originais.
No caso do Azelan, a detentora do registro, Leo Pharma Ltda, confirmou que as unidades apreendidas possuíam rótulos e bisnagas falsificados. O uso de substâncias sem controle sanitário oferece riscos. Entre eles estão queimaduras químicas e reações alérgicas graves na pele.
Como identificar produtos clandestinos
Produtos sem registro sanitário ou fabricados sem autorização representam um perigo. A falta de fiscalização impede que a Anvisa garanta a esterilidade e a composição correta de itens como ácidos e fios de sustentação.
Recentemente, a agência determinou a apreensão de itens da empresa Dermshop Cosmética de Tratamento Ltda. A empresa não possui autorização oficial. Isso torna qualquer aplicação desses produtos um ato de alto risco sanitário.
A ação proibiu desde a fabricação até a propaganda de insumos usados em clínicas de estética e em casa. As decisões de apreensão e suspensão são publicadas no Diário Oficial da União (DOU). As resoluções 1.180/2026 e 1.187/2026 detalham os fundamentos técnicos para a interrupção das vendas.
É possível consultar essas normas no site do Governo Federal para verificar a situação de um produto antes da compra. Ao identificar a venda de medicamentos sem registro, o cidadão deve denunciar nos canais oficiais da Anvisa. Comprar apenas em farmácias e estabelecimentos autorizados é a forma de garantir um tratamento dermatológico seguro.
Riscos dos cosméticos sem registro
O perigo de usar produtos estéticos clandestinos, como os da linha Loyoderm, inclui contaminação bacteriana e presença de metais pesados. Sem o crivo da Anvisa, o usuário fica exposto a danos irreversíveis. Podem ocorrer necroses teciduais ou intoxicações sistêmicas por absorção cutânea.
Em temas de saúde, a precaução deve superar o interesse por preços baixos em plataformas de venda não especializadas. Manter a saúde da pele exige atenção à procedência de cada produto.
