A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de 167 géis íntimos fabricados pela empresa Marcos Marciano Wagner EPP. A decisão foi publicada em fevereiro de 2026 e proíbe a venda desses produtos em todo o Brasil.
A medida foi tomada porque os produtos estavam sendo comercializados sem um registro sanitário válido. As notificações dos géis foram canceladas por não se enquadrarem nas categorias de cosméticos, produtos de higiene pessoal ou perfumes, conforme as regras da agência.
Sem a regularização, não há garantia de que as substâncias usadas nos produtos sejam seguras para a saúde, principalmente por serem aplicadas em áreas sensíveis do corpo. A Resolução (RE) 703/2026 formaliza a suspensão da fabricação, distribuição e propaganda dos itens.
Marcas e produtos afetados
A proibição atinge linhas completas de géis íntimos. Entre os nomes listados no Diário Oficial da União estão marcas conhecidas pelo apelo sensorial, como as linhas Kama Sutra, Black Ice e Secret Love. Todas devem ser retiradas imediatamente do mercado.
Riscos à saúde
O uso de substâncias não testadas em membranas mucosas pode causar irritações graves, queimaduras e reações alérgicas. O registro oficial é que assegura que cada ingrediente passou por testes de pureza e estabilidade química.
A falta de controle sobre o fabricante impede o rastreio de possíveis contaminantes nos lotes produzidos. Comercializar produtos sem regularização é considerado uma infração grave sujeita a punições.
Orientações para consumidores
Quem adquiriu itens das linhas proibidas deve interromper o uso imediatamente. É recomendado fazer o descarte correto para evitar que os frascos sejam utilizados por outras pessoas.
A orientação é que o consumidor sempre verifique no rótulo o número de autorização da Vigilância Sanitária. Produtos regulares devem exibir essa informação de forma clara.
Punições para comerciantes
Estabelecimentos que mantiverem os produtos em estoque após a publicação da norma estão cometendo um ato ilegal. A fiscalização será intensificada para garantir o recolhimento total.
A empresa responsável deve parar toda a divulgação dos géis, sob pena de sanções administrativas e interdições. Consumidores podem denunciar a venda desses itens aos órgãos de proteção à saúde de suas cidades.
Em caso de qualquer reação adversa após o uso de géis íntimos, a recomendação é consultar um profissional de saúde sem demora.
