03/06/2026
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Anvisa proíbe cosméticos para unhas por risco à saúde

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) cancelou o registro de centenas de produtos cosméticos para unhas. A decisão foi tomada devido à presença de componentes químicos considerados perigosos para a saúde.

A medida tem como objetivo proteger consumidores e também profissionais que trabalham em salões de beleza. Os produtos afetados são principalmente esmaltes e itens para unhas em gel.

As substâncias proibidas são o TPO (óxido de difenil fosfina) e o DMPT (N,N-dimetil-p-toluidina). A Anvisa determinou que esses itens não podem mais ser fabricados, importados ou comercializados no país.

A base legal para a proibição é a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 995/2025. A norma deu um prazo de 90 dias para que o setor se adequasse. Com o fim desse período em 2026, o recolhimento dos produtos se tornou obrigatório.

Estudos técnicos apontam que o DMPT tem potencial para causar câncer em humanos. Já o TPO é classificado como tóxico para o sistema reprodutivo. A exposição a essas substâncias ocorre principalmente durante o processo de secagem das unhas com luzes UV ou LED.

A lista completa com os nomes e marcas dos mais de 500 cosméticos com registro cancelado está disponível. Ela pode ser consultada através da Resolução de Esclarecimento (RE) 1.146 da Anvisa.

Estabelecimentos e consumidores devem verificar os rótulos dos produtos em busca das substâncias banidas. O descumprimento das regras pode levar a sanções administrativas e à apreensão das mercadorias irregulares.

Com a decisão, o Brasil alinha sua regulamentação a padrões internacionais. A União Europeia também já proibiu o uso desses mesmos ingredientes em cosméticos.

A Anvisa recomenda que manicures, esteticistas e consumidores verifiquem seus estoques. É necessário descartar os produtos irregulares e buscar alternativas que utilizem tecnologias consideradas seguras pela vigilância sanitária.

Para acompanhar as atualizações sobre normas e cancelamentos, a agência orienta o acesso ao seu portal oficial na internet. A consulta pública aos atos regulatórios permite que a população identifique produtos com registro cancelado.

A proibição reforça o compromisso da agência com a segurança de produtos cosméticos. A medida se baseia em evidências científicas sobre os riscos associados à exposição prolongada a esses componentes químicos específicos.

Sobre o autor: Equipe Editorial

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