03/06/2026
Mato Grosso Saúde»Insights»Anvisa proíbe azeites Serrano e Cordilheira

Anvisa proíbe azeites Serrano e Cordilheira

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada do mercado brasileiro dos azeites das marcas Serrano e Cordilheira. A decisão foi tomada após a identificação de falhas graves de conformidade nos produtos.

Apesar de terem rótulos diferentes, as duas marcas apresentaram irregularidades semelhantes. Tanto o azeite Serrano quanto o Cordilheira foram classificados como produtos de origem desconhecida pela agência reguladora.

A Anvisa constatou que as empresas responsáveis pela importação desses azeites não possuíam Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) ativo ou registros oficiais válidos. Essa situação impede a fiscalização sobre as condições de higiene e produção.

A ausência de identificação clara dos importadores também impede que as autoridades garantam a segurança e a qualidade dos azeites que eram comercializados.

A fiscalização foi realizada em uma ação conjunta entre a Anvisa e o Ministério da Agricultura e Pecuária. Técnicos das instituições avaliaram a origem e a documentação de lotes recolhidos em vários estados do país.

Os resultados confirmaram que as empresas importadoras não tinham registro válido no Brasil. Com base nisso, a Anvisa emitiu a Resolução-RE nº 3.508, de 2024.

Esta resolução foi publicada no Diário Oficial da União em 24 de setembro de 2024 e serve como base legal para o recolhimento forçado dos produtos das prateleiras.

A marca Serrano já possui um histórico de problemas com a vigilância sanitária. Desde 2024, diferentes lotes foram barrados devido à comercialização por empresas com dados cadastrais irregulares ou suspensos.

A marca voltou a aparecer em listas de proibição no ano de 2025. A persistência dessas irregularidades levantou preocupações sobre a entrada ilegal de produtos pelas fronteiras brasileiras.

De acordo com um relatório do Programa Nacional de Combate à Fraude (PNFraude), do Ministério da Agricultura, em 2024 foram apreendidos mais de 112 mil litros de azeite adulterado no país.

Essas operações de apreensão contaram com a participação da Anvisa, da Receita Federal e da Polícia Federal. Os dados oficiais mostram os riscos que certos produtos representam para o mercado.

Para proteger a saúde, consumidores podem verificar se a marca de azeite escolhida está em listas de alerta da Anvisa. É recomendado evitar produtos que tenham apenas informações genéricas sobre o importador.

Também é aconselhado priorizar marcas que exibam selos de qualidade reconhecidos e que mantenham transparência sobre a origem da azeitona. A segurança alimentar depende da atenção aos comunicados das autoridades.

Sobre o autor: Equipe Editorial

Portal de notícias e conteúdos relacionados a temas de saúde nacionais e internacionais.

Ver todos os posts →