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03/06/2019 às 11:17:00
Mato Grosso Saúde faz alerta sobre obesidade infantil
Pediatra do Mato Grosso Saúde esclarece pais sobre risco da obesidade infantil, doença crônica que atinge uma em cada três crianças brasileiras.

Considerada uma epidemia mundial pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a obesidade vem sendo debatida por médicos e especialistas da área. O alerta é que a doença crônica pode ser causada por maus hábitos alimentares, falta de exercícios, fatores genéticos, ambientais e comportamentais.

Nesta segunda-feira (03.06), é lembrado o Dia de Conscientização Contra a Obesidade Mórbida Infantil. “O mundo está obeso. A obesidade é a doença mais comum na faixa etária pediátrica”, afirma a pediatra Natasha Slhessarenko, médica credenciada ao Mato Grosso Saúde, plano de saúde dos servidores do Estado de Mato Grosso.

Ela conta que, segundo a última Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), realizada pelo Instituto Brasileiro Geografia e Estatística (IBGE), uma em cada três crianças brasileiras, entre 5 e 9 anos, está acima do peso. Pela prática médica, a especialista nota que o problema já começa antes mesmo dos 5 anos de idade.

Os números oficiais são alarmantes, mas segundo Natasha, a questão pode ser contornada com hábitos saudáveis e disciplina de toda a família.

Doenças desencadeadas pela obesidade e exames necessários

A obesidade é uma doença cuja causa não é única nem uniforme. Cerca de 95% dos casos são ligados ao ambiente em que a pessoa vive, com seus hábitos alimentares e sedentarismo. No entanto, há uma parcela que sofre de causas endócrinas e efeitos colaterais do uso de medicamentos, ou de síndromes genéticas raras.

Independentemente da origem, a saúde da criança obesa fica prejudicada tanto no nível físico quanto no psicológico. Slhessarenko ressalta que a dinâmica social de uma criança obesa pode resultar em distúrbios psicológicos e mesmo em doenças mentais. “Há uma estigmatização social, com a invenção de apelidos humilhantes e a exclusão de atividades simples como jogar bola. Não é raro isso acarretar em depressão na infância”.

A consequência mais preocupante é o desenvolvimento de doenças crônicas como o aumento do colesterol, resistência insulínica, pré-diabetes, diabetes, aumento da gordura no fígado e hipertensão, além do risco aumentado de eventos cardiovasculares como o AVC e o infarto. Vale destacar, ainda, que crianças cuja obesidade não seja tratada tendem a se tornarem adultos obesos.

A Organização Mundial de Saúde estima que em 2025, 150 mil crianças e jovens no Brasil desenvolverão diabetes tipo 2, enquanto 1 milhão terão pressão arterial elevada. Outro dado alarmante é o número de crianças e jovens brasileiros que sofrerão com gordura no fígado — cerca de 1,4 milhão, segundo a entidade.

Para poder tratar essas crianças adequadamente é necessário, em primeiro lugar, avaliar seu grau de obesidade (a partir dos 5 anos) ou fazer o diagnóstico nutricional (de 0 a 5 anos).

Também é importante entender se é um caso de obesidade primária (causada pela ingestão de alimentos maior do que a queima das calorias consumidas) ou secundária (proveniente de doenças genéticas).

A pediatra explica que a partir daí são pedidos exames clínicos. “Começamos com hemograma completo, perfil lipídico para checar colesterol total e frações, triglicérides, glicemia e enzima do fígado. Dependendo do histórico da criança e da família, podemos pedir exames para verificar as doenças genéticas, tireoide e distúrbios hormonais”.

O acompanhamento pediátrico, via de regra, é suficiente para observar a evolução dos pequenos pacientes, mas a pediatra considera importante haver o apoio de médicos das áreas de nutrição, educação física e endocrinologia. “Os exames precisam ser refeitos à medida que o estado da criança mude”.

Amamentação e introdução alimentar

A pediatra reforça a importância do aleitamento no combate à obesidade infantil. “Cada mês que o bebê mama no peito reduz o risco de obesidade”, garante.

Ela também recomenda que a introdução alimentar seja feita no tempo certo – a partir do 6º mês de vida – e que o açúcar não seja apresentado à criança até os 2 anos. Outro ponto que interfere no desenvolvimento da obesidade infantil é o sono: bebês e crianças, na primeira infância, precisam dormir bem e fazer sonecas durante o dia. “O sono é indispensável para o equilíbrio hormonal e psicológico. Bebês e crianças que não dormem bem tendem a ser mais ansiosos e descontar na comida.”

Abordagem familiar

O combate à obesidade infantil precisa ter o envolvimento de toda a família. “Não dá para querer que uma criança tenha uma alimentação saudável e pratique atividades físicas se em sua casa não houver uma cultura voltada a este padrão. A forma de ensinar é pelo exemplo dos pais e cuidadores”, diz Slhessarenko.

Isso começa no carrinho de supermercado, que deve ter mais verduras, legumes, frutas e alimentos naturais e menos biscoitos recheados, refrigerantes, doces e alimentos processados, e se estende ao preparo das refeições, preferencialmente mais cozidas, assadas ou in natura e menos fritas.

Quanto às atividades físicas, quanto mais a família conseguir se reunir para praticá-las, melhor. Caminhadas em conjunto e pais que acompanhem as aulas de natação ou os passeios de bicicleta são os melhores incentivos para que a criança veja sentido em mudar seu estilo de vida.

Natasha Slhessarenko é médica pediatra credenciada ao Mato Grosso Saúde e atende os beneficiários do Plano na Clínica Vida Diagnóstico e Saúde, em Várzea Grande. Para conferir essa e demais especialidades conveniadas, acesse o Guia Médico completo do Plano no site ou o Aplicativo MT Cidadão, disponível para Android e iOS.


Fonte: Assessoria | Mato Grosso Saúde
 
 
 
 
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