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25/05/2019 às 09:49:00
Mato Grosso Saúde alerta que glaucoma pode levar à cegueira
Oftalmologista do Plano esclarece sobre a doença e informa que, se não tratada a tempo, pode ser irreversível. Mais de 80 milhões de pessoas serão afetadas até 2020.

Dia 26 de maio é celebrado nacionalmente o dia de combate ao glaucoma, uma doença silenciosa que pode levar à cegueira. No Brasil, a data foi instituída pelo Decreto de Lei Nº 10.456, de 13 de maio de 2002. Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2020, o glaucoma estará presente em cerca de 80 milhões de pessoas, já em 2040 esse número sobe para 111,5 milhões.

E para esclarecer sobre a doença, o médico oftalmologista, Dr. Orivaldo Nunes, que atende os beneficiários do Mato Grosso Saúde no Hospital de Olhos de Cuiabá, lembra que antes de tudo, a visita frequente ao médico especialista é fundamental.

“Ainda não há como prevenir o glaucoma. Contudo, para evitar a perda da visão causada pela doença, é de  extrema importância o diagnóstico precoce e tratamento adequado. Ou seja, consultas frequentes ao oftalmologista é de extrema importância para a detecção e tratamento precoce”.

O médico explica que o glaucoma é uma doença ocular que provoca lesão no nervo óptico e no campo. “É a maior causa de cegueira irreversível no mundo. Essa lesão pode ser causada tanto por um aumento da pressão ocular, quanto por uma alteração do fluxo sanguíneo na cabeça do nervo óptico”.

Origem do Glaucoma

O Dr. Orivaldo explica que o glaucoma pode ter origem congênita, que é quando a pessoa nasce com o problema e o diagnóstico pode ser feito já nos primeiros dias de vida. No secundário, costuma aparecer após cirurgias oculares ou decorrentes de doenças oculares, como a uveíte ou a catarata.

Outro fator que pode levar à patologia é a aguda, que tem caráter emergencial, quando ocorre um aumento súbito na pressão intraocular. Os casos crônicos atingem pessoas acima dos 35 anos e, normalmente, os pacientes buscam ajuda quando já há uma grande perda do campo visual. 

Outro fato que pode acarretar a doença é o fator hereditário. “O componente hereditário é importante. Então, sempre que o paciente tiver o glaucoma diagnosticado, é interessante fazer uma pesquisa se outros familiares também não apresentam o mesmo diagnóstico”.

Um alerta importante que o Dr. Orivaldo faz é com relação ao uso indiscriminado de medicamentos a base de corticoides, pois essa substância, quando usada de forma excessiva ou incorreta, pode levar ao glaucoma e até mesmo à catarata.

“Em certas pessoas, a substância pode produzir um aumento da pressão ocular, que causa um dano no nervo óptico, causando o glaucoma, neste caso chamado de corticogênico. Por isso, oftalmologistas, continuamente, ratificam para que os pacientes não usem colírios por conta própria, pois pode ser perigoso à saúde”.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito por avaliação médica especializada, nesse caso, por oftalmologista que, por meio de exames que realizam a verificação da pressão ocular e do nervo óptico, pode diagnosticar a doença. “Para conhecimento da população, existem exames para fazer esse diagnóstico, como a campimetria, acuidade visual, lâmpada de fenda, gonioscopia, reflexo da pupila e tonometrial”, informa o oftalmologista.

Cura e Tratamento

Não há cura para o glaucoma, mas existem métodos de controle, como forma de tratamento, para que a doença não evolua para perda parcial da visão, ou até mesmo para a cegueira total. “A maior responsável por lesão do nervo óptico é o aumento da pressão intraocular (PIO), e o tratamento padrão é controlar essa pressão”.

O Dr. Orivaldo informa que a principal forma é a partir de colírios específicos para glaucoma e em casos congênitos ou agudos, pode ser indicado um procedimento cirúrgico.

“A cirurgia é indicada nos casos em que a medicação não controlar a pressão intraocular e nos casos de glaucoma agudo. Mas é importante enfatizar que, no caso de glaucoma congênito, quanto mais precoce operar, melhor será o resultado. Ou seja, após o diagnóstico, mesmo a criança tendo 7 dias de vida, por exemplo, já deve realizar a cirurgia para obter o melhor resultado possível”.


Fonte: Fernando Campos | Mato Grosso Saúde
 
 
 
 
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