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26/04/2019 às 12:53:00
Mato Grosso Saúde orienta sobre riscos da hipertensão
No Dia Nacional de Combate à hipertensão, o Mato Grosso Saúde também realiza ação de atenção à hipertensão na Casa Civil, das 13 às 17h.

O Mato Grosso Saúde realizará uma ação orientativa nesta sexta-feira (26.04), Dia de Combate à Hipertensão Arterial, no saguão da Casa Civil. A ação será realizada das 13h às 17h, com objetivo de alertar os servidores públicos de Mato Grosso sobre o controle da pressão arterial. A hipertensão é uma doença silenciosa que afeta entre 20% e 35% da população adulta, equivalente a mais de um bilhão de pessoas no mundo.

O médico cardiologista credenciado ao Mato Grosso Saúde, Max Wagner de Lima, explica que não há uma idade onde os sintomas começam a aparecer. “O número de casos torna-se maior nas pessoas com idade a partir dos 60 anos, mas a partir dos 40 anos, dependendo do histórico familiar, o paciente já pode ser diagnosticado com hipertensão arterial”.

O aumento da pressão arterial está associada ao risco de outras doenças, inclusive o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

“A pressão alta aumenta em até duas vezes e meia a chance dos pacientes evoluírem do quadro de hipertensão para um infarto do coração; Acidente Vascular Cerebral (AVC), também conhecido como derrame; insuficiência cardíaca, que é o coração grande; insuficiência renal e, inclusive, distúrbios da visão”, explica o cardiologista.

Os hábitos que influenciam no aumento dos riscos de hipertensão são considerados modificáveis. “Entre os fatores relacionados ao aumento da pressão está, principalmente, o consumo de sal excessivo, o tabagismo, sedentarismo, consumo excessivo de álcool, sobrepeso e obesidade, somados à uma rotina com poucas práticas saudáveis”, alerta o médico.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o excesso de sal na dieta faz com que a pressão arterial seja elevada em 30%, além de ser uma substância associada ao câncer gástrico e problemas de cálculos renais e osteoporose. O consumo de sal recomendado pela OMS é abaixo de 5g/dia.

Já hereditariedade é um fator não modificável que também pode acarretar a hipertensão. “Pessoas com histórico familiar de familiares hipertensos, têm cerca de 30 a 40% de chances de desenvolverem a doença”, explica.

Por não apresentar muitos sintomas, o médico reforça a importância de, sempre que possível, realizar os aferimentos de pressão arterial. “Todos nós devemos medir a pressão, pelo menos, uma vez por ano; a cada oportunidade que tivermos de aferir a pressão arterial é válido para a realização, pois é assim que fazemos o diagnóstico de uma pessoa hipertensa”.

O médico informa que há algumas diferenciações técnicas quanto ao valor ideal de pressão arterial, mas que o importante é mantê-la sempre próximo a 12/8. “Já começamos a investigar quando a pressão arterial do paciente chega 14/9, pois já pode ser um pré-hipertenso”.

A hipertensão não tem cura, mas o paciente hipertenso pode levar uma vida normal, como a de um não hipertenso, caso a siga à risca todas as orientações médicas. “Temos três pilares do tratamento, que são o uso dos medicamentos de controle de pressão arterial, a atividade física regular e os bons hábitos alimentares. Somando essas três regras, o paciente terá quantidade e qualidade de vida”.

Por ser uma doença assintomática, o médico informa que o diagnóstico é feito por especialista na área que fará os acompanhamentos de pressão por meio de procedimentos tradicionais em consultório, ou através de métodos automáticos como o Monitoramento Ambulatorial de Pressão Arterial (Mapa), o Monitoramento Residencial de Pressão Arterial (MRPA). Mas o médico avaliará a melhor forma para chegar a esse diagnóstico de forma mais precisa.

Max Wagner de Lima é médico credenciado ao Mato Grosso Saúde, atendendo no Hospital Amecor e na Clínica Vida, Diagnóstico e Saúde. Além disso, é especialista em cardiologia pelo Instituto Dante Pazzanese; médico cardiologista de Team Ecardio no Hospital Amecor e na Clínica Vida, Saúde e Diagnóstico; médico associado de Liga de Cardiologia de UFMT; médico responsável pela residência médica de cardiologia do Hospital Amecor e coordenador de Unidade Coronariana do Hospital Amecor.


Fonte: Fernando Campos | Mato Grosso Saúde
 
 
 
 
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