A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada imediata de circulação de um hidratante facial clareador vendido de forma irregular em mercados e farmácias de todo o Brasil. A medida foi publicada por meio da Resolução RE 1.822/2026, que proibiu o produto Skin Face Hidratante Facial Clareador Noite.
De acordo com a Anvisa, a interdição ocorreu por dois motivos: falta de registro sanitário e fabricação clandestina. Sem o selo da agência, não há garantia de que os ingredientes usados são seguros para a pele humana. A empresa responsável pelo produto não possui autorização de funcionamento, o que significa que o processo de produção não segue as normas de higiene e segurança exigidas por lei.
Produtos que prometem clarear manchas costumam conter ácidos ou substâncias químicas potentes que exigem avaliação rigorosa. Quando um hidratante facial desse tipo é vendido sem registro, o consumidor pode sofrer queimaduras químicas, fotossensibilidade extrema e até o surgimento de novas manchas permanentes. No Brasil, esses itens pertencem à categoria de maior risco sanitário.
A orientação da Anvisa é que os consumidores que já compraram o produto Skin Face interrompam o uso imediatamente. O usuário deve entrar em contato com o local da compra para solicitar o reembolso, apresentando a notícia da proibição publicada no Diário Oficial.
Como identificar produtos regulares
Antes de adquirir qualquer creme ou loção, é fundamental verificar se o rótulo contém o número de registro ou notificação da Anvisa. Em 2026, a fiscalização tornou-se mais rigorosa, mas muitos produtos irregulares ainda chegam às prateleiras de farmácias e mercados populares por meio de distribuidores não autorizados.
O cuidado com o hidratante facial deve ser redobrado, pois o rosto é uma área de alta sensibilidade. A recomendação é preferir marcas consolidadas e utilizar o canal de consulta pública da agência sanitária para garantir que a rotina de cuidados não se transforme em um risco para a saúde.
