03/06/2026
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ANS aprova reajuste de até 5,11% para planos de saúde

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou um reajuste máximo de 5,11% para os planos de saúde individuais e familiares em 2026. O aumento valerá para cerca de 7,7 milhões de brasileiros e será aplicado no mês de aniversário de cada contrato.

Segundo a ANS, o índice de 5,11% é o menor já registrado desde a adoção da metodologia atual, iniciada em 2019. A única exceção ocorreu em 2021, quando houve reajuste negativo por causa da pandemia da Covid-19.

O percentual autorizado leva em conta fatores como inflação médica, aumento do uso dos serviços e custos das operadoras. A decisão ainda será publicada oficialmente no Diário Oficial da União (DOU).

O reajuste vale exclusivamente para contratos individuais e familiares assinados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei nº 9.656/1998. Planos coletivos empresariais e por adesão seguem regras diferentes.

A cobrança só poderá ocorrer no mês de aniversário do contrato. Em contratos com aniversário em maio ou junho, o novo valor poderá aparecer apenas nas faturas de julho ou agosto, inclusive com cobrança retroativa.

A metodologia usada pela agência considera dois indicadores principais que ajudam a definir o teto anual aplicado aos consumidores. O cálculo busca evitar repasses considerados excessivos pelas operadoras.

Dados divulgados pela ANS apontam que as despesas assistenciais por beneficiário cresceram 8,32% em 2025 na comparação com o ano anterior. O avanço foi impulsionado pelo aumento dos preços de serviços e equipamentos médicos.

A agência também destacou o crescimento da utilização dos planos e as mudanças no perfil etário dos usuários. O envelhecimento da população costuma elevar a demanda por consultas, exames e procedimentos médicos.

A ANS explicou que o reajuste dos planos de saúde funciona de forma diferente da inflação tradicional. Enquanto índices inflacionários medem apenas a alta dos preços, os planos também consideram o volume de utilização dos serviços.

Isso significa que o cálculo avalia não apenas quanto hospitais e clínicas cobraram, mas também quantas consultas, exames e tratamentos foram realizados pelos beneficiários ao longo do período analisado.

A recomendação da ANS é que os consumidores verifiquem atentamente as próximas faturas para confirmar se as operadoras respeitaram o teto máximo autorizado de 5,11% nos contratos individuais e familiares.

O diretor-presidente da agência, Wadih Damous, afirmou que o reajuste busca equilibrar a sustentabilidade financeira das operadoras com a capacidade de pagamento das famílias brasileiras que dependem dos planos de saúde.

Sobre o autor: Equipe Editorial

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